
4° DOMINGO DE QUARESMA
Missa 1° Classe- Paramentos Roxo
“Laetare”. É o grito de júbilo, ao chegar o meio da Quaresma, antecipação da alegria pascal, que há de jorrar da Cruz. Em Roma, a estação congregava-se na igreja de Santa Cruz de Jerusalém, escolhida, propositadamente, para cantar as alegrias e as grandezas da nova Jerusalém, a Igreja terrestre e a Cidade celeste.
No breviário, a Igreja propõe-nos a leitura da história de Moisés, que se resume em dois grandes acontecimentos. Por um lado, Moisés liberta o povo de Deus do cruel cativeiro do Egito, e fá-lo atravessar o Mar Vermelho. É a libertação, o termo da escravatura. Por outro lado, sustenta-o com maná, no deserto, dá-lhe a Lei do Sinai e o conduz para a terra prometida, onde se erguerá, um dia, a Cidade Santa de Jerusalém, à qual todas as tribos se dirigiam anualmente, para cantar a alegria de serem o povo privilegiado, escolhido por Deus.
A missa mostra a realização destas figuras. O verdadeiro Moisés é Cristo, que, tendo-nos libertado da escravidão de Satanás e do pecado, nos faz atravessar as águas do batismo, nos alimenta com a Eucaristia, nos introduz na sua Igreja, a verdadeira Jerusalém e antecipação do Céu, onde os eleitos entoarão, eternamente, o cântico dos resgatados.
A Igreja sente-se imensamente feliz de possuir estas riquezas, de as ver renovadas incessantemente e de poder comunicá-las. É com este pensamento que, a meio caminho, olhos fitos na Páscoa, a mesma Santa Igreja nos convida a respirar a aragem refrigerante da graça.
Os paramentos cor-de-rosa, o órgão, as flores do altar, são sinais da sua alegria, que as jubilosas melodias gregorianas vêm, ainda, sublimar.
Coleta: (oração)
Concedei, Vos rogamos, ó Deus onipotente, aos que somos justamente castigados por nossas más ações, respiremos aliviados pela consolação de vossa graça. Por Nosso Senhor Jesus Cristo que contigo vive e reina na unidade do Espirito Santo pelos séculos dos séculos. Amém.
Leitura da Epístola de São Paulo Apóstolo aos Gálatas. (4.22-31)
Irmãos: Está escrito que Abraão teve dois filhos: um da escrava, e outro da mulher livre. Mas o da escrava nasceu segundo a carne, enquanto o da livre nasceu em virtude da promessa. Isto é dito em sentido alegórico para significar as duas alianças. Uma vem do monte Sinai, gerando para a servidão: e é Agar. Pois Sinai é monte da Arábia que corresponde à Jerusalém atual, a qual é escrava com os seus filhos. Mas [a outra] que é a Jerusalém do alto, é livre e esta é a nossa mãe. Porque está escrito: Alegra-te, ó estéril, que não dás à luz; exulta e clama, tu que não geras, pois são mais numerosos os filhos da abandonada [Sara], que os da que tem marido. Nós, porém, irmãos, somos como Isaac, filhos da promessa. E como então aquele que nascera segundo a carne perseguia o que nascera segundo o espírito, assim também agora. Mas, que diz a Escritura? Expulsa a escrava e o seu filho; porque o filho da escrava não será herdeiro como o filho da livre. Assim também, nós, meus irmãos, não somos filhos da escrava, mas da livre, pela liberdade para a qual o Cristo nos resgatou.
Palavra da Salvação!
R- Gloria a Vos Senhor!
Gradual Salmo 121, 1 e 7.
Alegrei-me com o que me foi dito: iremos à casa do Senhor. ℣. Reine a paz em tuas muralhas e a prosperidade em tuas fortalezas.
TRACTO – Salmo 124, 1-2.
Os que confiam no Senhor estão firmes como o monte de Sião; jamais será abalado o que habita em Jerusalém. ℣. Como há montes em redor de Jerusalém, assim está o Senhor, em redor do seu povo, agora e para sempre.
Anúncio do Evangelho de São João. (6. 1-15)
Naquele tempo, passou Jesus à outra margem do mar da Galileia, que é o de Tiberíades, seguindo-O grande multidão, porque via as maravilhas que Ele fazia aos que eram enfermos. Subiu então Jesus ao monte e sentou-se ali com os seus discípulos. Ora, estava próxima a Páscoa, a festa dos judeus. Erguendo Jesus os olhos e vendo que uma grande multidão vinha a Ele, disse a Filipe: Onde compraremos pães para dar de comer a toda essa gente? Dizia isso, porém, para o experimentar, porque Ele bem sabia o que havia de fazer. Respondeu-Lhe Filipe: Duzentos dinheiros de pão não bastariam para que cada um deles recebesse uma pequena porção. Disse a Jesus um dos seus discípulos, André, irmão de Simão Pedro: Está aqui um moço que tem cinco pães de cevada e dois peixes; mas que é isto para tanta gente? Disse-lhes Jesus: Fazei assentar os homens. Havia no lugar muita relva. Assentaram-se, pois, os homens, em número de quase cinco mil. Tomou então Jesus os pães, e havendo dado graças, distribuiu-os aos que estavam sentados: e igualmente distribuiu os peixes, quanto eles quiseram. Quando já estavam fartos, disse Ele a seus discípulos: Recolhei os pedaços que sobraram para que se não percam. Recolheram-nos, pois, e encheram doze cestos de pedaços dos cinco pães de cevada, que sobraram aos que comeram. Vendo então aqueles homens o milagre que Jesus fizera, diziam: Este é verdadeiramente o Profeta que deve vir ao mundo. Mas Jesus, sabendo que O viriam buscar à força, para O fazerem rei, afastou-se indo a um monte para estar sozinho.
Palavra do Senhor.
R- Louvor a Vos ó Cristo!











